Tempestade - RUSSA, Moços do Bêco

Tempestade - RUSSA, Moços do Bêco

  • Rok wydania: 2019
  • Język: portugalski
  • Czas trwania: 3:55

Poniżej tekst piosenki Tempestade , wykonawca - RUSSA, Moços do Bêco z tłumaczeniem

Tekst piosenki „ Tempestade ”

Oryginalny tekst z tłumaczeniem

Tempestade

RUSSA, Moços do Bêco

Ela tem marcas de quem lutou com o vento

Facas apontadas às costas de quem lutou com o medo

Achas do fogo da vida inglória, não guardou segredo

Queima toda a gente, quem te abraça e quem te aponta o dedo

E quem te aponta o dedo…

Não sabe que a tua mãe viveu marcada e pisada

E privada de viver debaixo da asa da felicidade

Fraca nunca foi, mas foi rumando ao vento sul

Dum lento cruel capitão que via a vida p’la garrafa

A escola até prepara a inocência conformista

P’ra um sistema que visa a vir tornar-te derrotada

Mal sabem eles que a capitã vazia vem montada

Num barco que não dá tréguas à conquista dessas águas

E vai rumando ao norte

A tua mãe amou-te só que a vida em vias de ser roubada

Deixou-te o capitão da morte

Agora ruma a outra casa

P’ra onde quer que ela te traga norte

Inspira, expira

Aspira o estigma e cospe fora

(Aspira o estigma e cospe)

Espiral

Mar revolto há-de inspirá-la

Mágoa em mala.

Vai torná-la em arte

Maga, faz a escala.

Parte

Barco rumo ao porto a norte

Forte capitã

Inspira, expira

(Inspira, expira)

Ondas elevam o mastro

Sem nunca deitar abaixo a mestre

Sobra só falar que a leste

Sopra à sombra quem quer vê-la ao mar

Espelho, vê Lamar

Ela consegue amarar e

Nadar a puxar o barco

Capitã na tempestade

Capitão na tempestade

Capitã na tempestade

Capitão na tempestade

Capitã na tempestade

Capitão na tempestade

Coabitam com sonhos

Sonhos afogados

5:30, acordei com um caderno

Ao lado, um demónio, copo vazio

Caneta sem tinta não me facilita a escrita

Eu passo-me, fico doentio

Penso na minha mãe cada vez pior

Vejo a minha filha cada vez maior

Eu ‘tou com os Moços do Bêco, os do Sado

Os do rap, os do fado

Os do feito e conquistado

Vê pai como o tempo passa, és avô com os olhos em água

E eu com água nos olhos

A ver-te em ruína p’los cantos da casa

E na barca da vida o tempo passa

A vida é sina, a vida ensina ou não?

Ou, imagina o teu nome na praça a fintar a vida então

Não largues a tua mão no meu leme

Não queres assumir-te nesse posto

Ou conta-me as procelas que já viste

E acorda as cicatrizes no meu rosto

Não largues a tua mão no meu leme

Não queres assumir-te nesse posto

Ou conta-me as procelas que já viste

E acorda as cicatrizes no meu rosto

Coisa nenhuma do que tem veio por escolha

Nem ter a vida nas mãos nem numa folha

Ela deixou a narração do vazio imutável

Tudo é um espelho quando presa nas paredes duma bolha

Coisa nenhuma do que tem veio por reza

O alcoolismo do pai, o prato vazio na mesa

Só escolheu ser forte e reinventar o norte

P’ra capitanear as falhas da Mãe Natureza

Noel Rosa em vinil, uma pausa em Lauryn Hill

Uma Dupont ou uma Bic e alguma água d’olvidar no cantil

P’ra afinar no lancil

Não quero ser igual a ele, nem a mim…

Nem a quem a vida fez já vil!

Nada do que tem veio por si…

Lêncio, é tudo o que resta nas arestas do vazio

As vagas em redor podiam lembrar amor

Mas este mar é radioativo e acorda em Chernobyl

Eu só queria ver a quilha do batel

No fluxo da cartilha da felicidade

Mas no meu caso j’oublie que je m’appelle

Invencível capitã sobre um barco de papel

Mas no meu caso j’oublie que je m’appelle

Imperecível capitã sobre um barco de papel

Capitã na tempestade

Capitão na tempestade

Capitã na tempestade

Capitão na tempestade

Capitã na tempestade

Capitão na tempestade

Coabitam com sonhos

Sonhos afogados

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