Testemunha Ocular - Mv Bill

Testemunha Ocular - Mv Bill

  • Rok wydania: 2015
  • Język: portugalski
  • Czas trwania: 7:56

Poniżej tekst piosenki Testemunha Ocular , wykonawca - Mv Bill z tłumaczeniem

Tekst piosenki „ Testemunha Ocular ”

Oryginalny tekst z tłumaczeniem

Testemunha Ocular

Mv Bill

Trabalhador chegando em casa na madrugada

Favela tá silenciosa, esposa acordada, preocupada

(o clima é tenso)

Ele vai caminhando pelos cantos

Tá na atividade e rezando para os santos

Pedindo proteção na rua escura

Apertando o passo quando vê a viatura

(vindo devagar)

Toda apagada

Não tem ninguém na rua e a pista tá salgada

Teve operação e todo mundo entrou mais cedo

A bala comeu e geral ficou com medo

O trabalhador com sua bolsa na mão

Escalada com o plantão que esculacha negão

Naquela noite fria, vazia naquela esquina

Um PM já avisa que é dura de rotina

Os outros já desceram revistando

Um faz um pente fino e outro vai perguntando

Já foram na fome, abordaram na sede

E o trabalhador sem falar nada, só de cara pra parede

Várias pergunta juntas confundindo

Um tente perde a paciência e vai agredindo

Soco na barriga, porrada na parte certa

Chute no calcanhar pra manter a perna aberta

Perfil criminológico

Aterrorizando na pancada e no psicológico

O conteúdo da bolsa espalhado na calçada

Um chute na canela à cada gaguejada

Tentando convencer que está sendo confundido

Os «policia» tem certeza que prenderam um bandido

Certeza que deixa a abordagem violenta

Mesmo sem dever nada a pressão aumenta

Algemado, jogado no camburão

Avisaram que era só para averiguação

Sem identificação na farda da PM

Inevitavelmente na madruga a perna treme

A viatura vai embora da favela

Leva um inocente, sem flagrante, dentro dela

Sessão de tortura como na ditadura

E aquele cidadão sumiu depois daquela dura

(Testemunha ocular)

(Testemunha ocular)

Moleque de cabeça fraca

Entra em depressão por que não tem pano de marca

Não tem ódio no coração

Mas tem ambição

Decidiu que agora vai roubar

Vai cair pra pista pra tentar se levantar

Filho de família honrada, criado na decência

Entregando sua alma para a violência

Diz que agora vai meter o cano

(Pensamento insano)

Embalo de modinha pra vestir uns pano

Sem muita noção do perigo

Com revólver 38 de um amigo

Sai da comunidade, ganha o asfalto

Procurando a vitima do seu primeiro assalto

Centro da cidade, local movimentado

O garoto tenta disfarçar, mas ta assustado

Tenta imprimir um instinto assassino

Por traz daquele olhar tem a alma de um menino

Pela vaidade guiada pelo consumo

Armado, mal intencionado, chapadão de fumo

(Que vai tentar a boa)

O canhão tá na mão

(Enquadra o coroa)

Com o dinheiro da pensão

O moleque enquadrou, mas também foi enquadrado

Policia pra todo lado já tava monitorado

Bate o desespero o coração acelera

O circo está montado a multidão se aglomera

A vitima parada na mira do iniciante

Esperando que o pior aconteça a qualquer instante

O menor fala que quer se entregar (perdeu)

Atirador de elite vai pegar (fudeu)

Um estampido, o sangue pelo ouvido

Um tiro na cabeça e já caiu todo fudido

Os miolos voaram com o impacto

O coroa se levanta e sai intacto

A policia se aproxima lentamente

Do corpo estendido sem vida no asfalto quente

De olho aberto, menor de idade

Escravo do consumo levou fumo da realidade

No laudo da pericia o segredo

Ladrão era primário e arma de brinquedo

(Testemunha ocular)

(Testemunha ocular)

Safadão, covarde

Sabe que o pai vai trabalhar e volta tarde

Deixa a filhinha aos cuidado da vizinha

Que tem um marido muito mal intencionado

De olho na criança que moro na casa ao lado

(Pedófilo, safado) inconsequente

Esperou pra atacar quando tinha pouca gente

Ele bateu na porta, a criança atendeu

Pediu pra entrar, ela não entendeu

O safado entrou, bateu a porta e trancou

A menina tava parada, parada ela ficou

Estática, perdeu a fala

Vendo o estuprador caminhar em sua direção na sala

Sem ter reação, apenas disse não

Ele tapava a boca dela utilizando a mão

Ameaçando de morte se ela tentasse gritar

Ia ser muito pior e ninguém ia escutar

O choro de um anjo na mão daquele porco

Que tentava esfregar, encosta-la no próprio corpo

Aquela menininha inocente

A um passo de ser abusada pelo pilantra indecente

Simulando arma na cintura

Parou quando escutou um barulho na fechadura

É o pai, voltando do trabalho

Tá muito bolado por que foi dispensado

Trabalha de vigia não gosta de putaria

Já meteu a mão no ferro quando ouviu a gritaria

E o verme assustado de olho na porta

Avisando que se entrasse ela seria morta

O pai invadiu a casa muito enfurecido

A criança fugiu do colo daquele pervertido

Sentado no sofá com a calça arriada

Cara de arrependido dizendo que não fez nada

Dizendo que é doente

O pai com cara de nojo, pistola destravada mirando bem de frente

Arrebenta ele na bala

Com os córneos cheio de tiros, de cueca, ensanguentado no sofá da sala

Pistola e controle na mão

O pai abraça a filha esperando a policia vendo televisão

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