Estações - Makalister

Estações - Makalister

  • Rok wydania: 2020
  • Język: portugalski
  • Czas trwania: 5:32

Poniżej tekst piosenki Estações , wykonawca - Makalister z tłumaczeniem

Tekst piosenki „ Estações ”

Oryginalny tekst z tłumaczeniem

Estações

Makalister

Passam estações por esse trilho

Vagões cheios e vazios chegam e partem à todo o tempo

Levam saudades, ressentimentos na bagagem

Umas mãos enxugam lágrimas e as outras acenam

Válvula de escape dos meus sonhos

Como nuvens soltas que se escondem do enxofre

Lugares industriais

Beiras de rios

Estradas velhas, manguezais, covis

Qualquer lugar de abandono com pinheiros e salgueiros

É um cenário perfeito pra esquecer que estou vivendo/morrendo

As horas passam e dou graças à isso

Os ventos movem os moinhos que esmagam martírios

Todas as coisas mudam com o passar do tempo

E eu não sei por que insisto em dizer que sou o mesmo

Estações

Vagando por vagões de divagação

Devagar, estação por estação passa por mim

Túneis e clarões, grandes vegetações

Poucas habitações até chegar ao fim da jornada

Nada no jornal

Então leio lembranças do meu diário mental

Vejo humanos amenos e demônios entre os neurônios

Onde a memória mora por muitos anos

O vapor vai por nuvens no céu

De passagem pela paisagem que tira o véu e revela horizontes de mim mesmo que

pinto nessa tela

O suor e água que dilui a aquarela

Árvore genealógica nas eras geológicas do meu DNA

Enquanto via a ferrovia me levar até chegar no expresso de aço que treme as

estações

São poucas épocas que põe a gente de frente pro que passou Invernos e outonos

tem tons intensos

Folhas secas e sua cor me lembram o que sobrou de momentos que foram imensos

Sigo imerso em outros climas que a terra clã

Ela agora reclama enferma em uma cama

O primor da primavera e verão não serão iguais

Assim como os carnavais já não são

Ficar são, vai ser tipo uma unção

Qual vai ser a nova versão de diversão?

O universo vivendo uma inversão

E me dizem que o caso é pura invenção

Não existe mais conversa

Só conversão de valores em moeda

Enquanto assistimos nossa existência em plena queda livre pelas estações

Estações me atravessam como facas e adagas

Alterando o curso d'água pelas fibras de minh’alma

Permeio essa cama de vida só com o sumo dos meus sonhos

Que escorre pelos poros de um corpo em abandono

Não durmo como um anjo

Pairo tal demônios que observam seus cachorros em confronto

Do leste para o oeste do meu cômodo

O espelho me recusa

Cansado de me devolver angústias

Seria minha arte o sentido da minha vida?

Me pego a pensar desperdiçando algumas linhas

Todas as coisas mudam e desvanecem, exceto os poemas, cicatrizes

Toda vez que morre o brilho de uma estrela, outra nasce em minha palma

Toda vez que olho pro céu um dejavu me faz pensar nas estações

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