São Paulo - Mag

São Paulo - Mag

  • Rok wydania: 2020
  • Język: portugalski
  • Czas trwania: 12:17

Poniżej tekst piosenki São Paulo , wykonawca - Mag z tłumaczeniem

Tekst piosenki „ São Paulo ”

Oryginalny tekst z tłumaczeniem

São Paulo

Mag

O mano, falar de São Paulo é polêmico, tá ligado?

Por que assim, eu tenho só uma visão da cidade também

Eu acho que geral, tal, eu vejo os rapper aí né mano?

Falando mal do governo, com certeza

Mas também começa de baixo, né mano?

Se vê aqui em baixo mesmo os pobre fodendo os próprios pobre

Os preto já fodendo os preto, tá ligado?

Cê vê a polícia?

A polícia do bairro, porra

As vezes é do teu bairro, caralho ele veste a farda

Ele vem te enquadra, te dá um tapa na cara

O caralho.

tá ligado?

Sei lá, é mo doideira mano

Os preto consegue alguma coisa, vem no bairro

Só pra esculachar os próprio preto que não conseguiram

Automaticamente o preto que não conseguiu

Já cria uma inveja, ao mesmo tempo

Não conseguiu também por que, porra

É vagabundo, não trabalha, fica empinando pipa

O dia inteiro, na laje

Porra, é meio confuso o lance, né mano?

Eu só acho que essa doideira toda aí mano

Se resume em São Paulo, tá ligado?

Não tem como resolver, pode acreditar

Não tem como resolver

Nego fala que tem, eu falo que não tem

Não tem como resolver mais…

São Paulo já era tá ligado

Ou emancipa, tá ligado?

Pra acabar essa zona

Ou já era tá ligado

Eu sai fora, não aguentei não

Toda hora sendo esculachado pela polícia

Se não pode comprar nada, não pode ter nada

Que se é roubado.

Tá ligado?

E quem te rouba é da mesma raça

Mo doideira irmão

Aí nego passa a fita pro outro

Ih mano é só loucura

Não pode ser nada, não pode ter nada

Ou tem que ter né mano?

Aí quando se tem também, se não presta

Por que você se vendeu

O bagulho é muito louco

Ah mano parei

Dá não, é muita loucura mano

É muita satisfação que se tem que dar pros outros

Aaaaaaah

Ô mãe, que horas são?

— Seis horas

Esse é o código

Eu tenho raiva só de olhar pro relógio;

São Paulo é depressão, é, e eu cheio de ódio

À 20 anos pra tentar subir no pódio;

Chuva pra carai, blusa, caxa hell

Não vale o meu salário, mas paga o aluguel;

São três horas de ida e volta pra tentar chegar no pico

Itinerário pra quem sonha em ficar rico;

Cinco notas de um, dois, cachorro quente

No auge do desespero vagabundo vira crente;

As minas nem conversa, eu nem insisto

No mundo das vadia interesseira eu nem existo;

Então desiste dessa porra logo e pega as quadrada

Vai pro Rio ou Guarujá viver num conto de fadas;

O capeta até parece que as vezes tem razão

Eu canto rap à quinze anos e não vejo solução;

Chuva pra caralho, frio, baldeação

De São Miguel pra Sé, da Sé pra Consolação;

A favela ainda existe só no entretenimento

Favelado acomodado só fumando, bebendo;

Os patrícios conta historia, já pararam no tempo

Acha onda explanar pro bairro só sofrimento;

Na porta do boteco ex-ladrão se diverte

Explanando pros pivete que foi 157;

Faz bem pro ego, mas num faz bem pra alma

O diabo fala — vai, e Jesus fala — calma

Geral de carro e quando vai ser minha vez?

Leio o salmo 23, e os boy andando de A3?

Aos invejosos: Falaí… essa injustiça me corrói

Vai trabalhar carai, nem todo mundo nasce boy

É o preço de viver aqui no sul da capital

Mendigo, puta, os carai escambau

Na Av.

Paulista tem até Heliporto

Blindado, conversível e vários prédio bem loco;

Eu até acho pouco, o manos que se envolvem no crime

Inveja é o troco da favela quando enxerga a Berrini

Na Augusta nasce puta como se nasce rato

Até que é bom — Presta atenção — Ah não — Já to fraco;

De Office Boy ganho merreca, isso que os branco me dá

To de alforria até as seis, depois eu volto pra lá;

Na senzala moderna é só da ponte pra cá

Ta demorando pros branquinho emancipar;

A Zona Sul jogada as traças

E o metrô, lotado até Itaquera de iludido, sonhador;

Os nóias rouba pra fumar, crack na fissura

Os gambé só de migué, se acha Deus na viatura;

Fazer oquê, a culpa é dos próprio preto, vai vendo

Enfurnado nos estádios se ofendendo;

Engravidando as própria preta na maldade:

— Ué, ninguém faz rap?

— O que?

— Controle de natalidade?

Analfabeto porque quer, mas só um não muda o mundo

Vai falar com favelado, parece que é surdo e mudo

Mas põe pagode, cerveja, novela e futebol

Baile funk, putaria, maconha e carnaval;

Nego faz festa e churrasco, mas reclama da fome

Chama os irmão pra bater laje, você vai ver, geral some;

Por isso que em São Paulo pobre fica pra depois, se acomodaram em dizer:

— Aonde come um, comem dois;

São Paulo é pra quem quer, João, eu saí

Passei fome e os carai, então, fica ai

Quer ser rei do seu castelo?

Cê tem que construir

Só num esquece que outro pobre, vai querer destruir;

Vo juntar o meu dinheiro, eu vou pro interior

Planta cana, ser pedreiro, já cansei de ser cantor

Porque se eu ficar em São Paulo, vou ser mais um sonhador

Sem poder andar com nada de valor;

São Paulo é pra quem quer, João, eu saí

Passei fome e os carai, então, fica ai

Quer ser rei do seu castelo?

Cê tem que construir

Só num esquece que outro preto, vai querer destruir;

Vo juntar o meu dinheiro, eu vou pro interior

Planta cana, ser pedreiro, já cansei de ser cantor

Porque se eu ficar em São Paulo, vou ser mais um sonhador

Sem poder andar com nada de valor;

São Paulo é pra quem quer, João, eu saí

Passei fome e os carai, então, ficaí

Quer ser rei do seu castelo?

Você tem que construir

Só num esquece que outro pobre, vai querer destruir;

O meu povo ta esquisito, tipo bicho

Em São Paulo eu fui tratado como nada, como lixo;

O preto cresce assim, tipo cada um por si

O pobre fode o pobre, o preto fode o preto sim;

Outro dia eu vi quatro preto numa uno, dois numa CG

Enquadrarão dois negrinhos, Ah e até parei pra ver;

Tomaram o boot dele, o boné e mais dez reais

Será que eles pensaram que os moleques tinha mais?

Morando em Guaianases, é, ladrão não tem critério

Na desgraça de outros pobre, vai montando seu império;

Pobre reclama do governo, num faz nada e num enxerga

Que o bairro que da curso e da diploma pra esses merda

Se eu for falar dos gambé, é mesma coisa que nada

O poder se manisfesta depois que veste a farda;

Amnésia que nada, pegou o patente outro dia

Tipo cota mata preto e sobe na hierarquia;

Desde que o foco seja os pobre, os fraco, os nordestino

Os Silva, os Pereira, os Oliveira, os Severino;

Aquele pobre favelado, que falava em ser herói

Faz chacina nas favela e comemora com os boy;

Da tapa na cara dos moleque no enquadro

Rata-ta-ta se o suspeito for pardo;

Labirinto do caralho, cidade de racista

Se passar de faxineira, a vaga é só pra balconista;

Mas pra virar artista não é tão mole, Jão

Qual é o preto que apadrinha preto na televisão?

Foi só porta na cara, sem talento acha que pode

Num foi só jogador, foi os pop do pagode;

Os mesmo cú que hoje liga me chamando de irmão

Fala de mim pelas costas, quer me tirar de cusão;

Se o Brasil já tá falido, então fodeu

São Paulo é pra quem tem ou pra quem ainda não cedeu;

Quanto vale a minha paz, eu recuo ou sigo em frente?

Ou pego a bíblia, me converto e viro crente:

— Amém;

Plantei minha semente, mas ninguém me entendeu

Pregava tipo João, mas os pobre eram ateu;

Cê intendeu, dona Maria, se conselho fosse bom

Eu vendia na favela, como o boy compra Chandon;

Na selva de pedra, o dinheiro é o que manda

Em São Paulo rege a regra da demanda;

— O que cê faz?

— De onde cê vem?

— O que que cê traz?

— O que que cê tem?

— Quantos ano encarcerado?

— Quantos dias na FEBEM?

A policia mata fácil

Olha, sua tatuagem

Pede, seu RG

Pergunta se tem passagem;

Depende da sua sorte, se passar das nove horas

Te agride, pega um troco e vai embora;

Por essas e outra que prefiro sair fora

Merreca por merreca eu pego a esmola e vou embora

Imagina se eu dou certo, eu vou viver na contenção?

Pra quando eu chegar em casa os irmão me render no portão;

Levar meu carro, meu cordão, minha televisão

Não satisfeito de inveja, três tiros de consolação;

Enquanto cê não é nada, judaria se confirma

— Negão, cê tem talento, ainda vou te ver por cima;

Depois que nego vê, que deu certo a correria

Passa rádio e te sufoca todo dia;

São Paulo é pra quem quer, João, eu saí

Passei fome e os carai, então, fica ai

Quer ser rei do seu castelo?

Cê tem que construir

Só num esquece que outro pobre, vai querer destruir;

Vo juntar o meu dinheiro, eu vou pro interior

Planta cana, ser pedreiro, já cansei de ser cantor

Porque se eu ficar em São Paulo, vou ser mais um sonhador

Sem poder andar com nada de valor;

São Paulo é pra quem quer, João, eu saí

Passei fome e os carai, então, fica ai

Quer ser rei do seu castelo?

Cê tem que construir

Só num esquece que outro preto, vai querer destruir;

Vo juntar o meu dinheiro, eu vou pro interior

Planta cana, ser pedreiro, já cansei de ser cantor

Porque se eu ficar em São Paulo, vou ser mais um sonhador

Sem poder andar com nada de valor;

São Paulo é pra quem quer, João, eu saí

Passei fome e os carai, então, fica ai

Quer ser rei do seu castelo?

Você tem que construir

Só num esquece que outro pobre, vai querer destruir

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