É Demais! - Gog, Paula Lima

É Demais! - Gog, Paula Lima

  • Rok wydania: 2015
  • Język: portugalski
  • Czas trwania: 6:07

Poniżej tekst piosenki É Demais! , wykonawca - Gog, Paula Lima z tłumaczeniem

Tekst piosenki „ É Demais! ”

Oryginalny tekst z tłumaczeniem

É Demais!

Gog, Paula Lima

E de repente o mundo cai sobre minha cabeça

Arremessando bem longe várias teorias

A tristeza toma conta do espaço, da alegria

É, como dói querer ser sempre coerente

E se sentir completamente incompetente

Querer sair voado, aposentar o microfone

Arregaçar as mangas, agir, passar a ser de fato um homem

22/08/95 nasce um novo GOG

Enquanto entre um gole e outro muitos vão se escondendo

Tô aprendendo, começo a me descobrir

Não meu mundo não é esse aqui

O meu é um sonho ainda a construir

Preciso trabalhar, vem cá vamos conversar

Tô de peito aberto sem ferro ferido

Se querer o seu bem é a senha, pode crê tai sou seu amigo

Não para te falar de risos

O nosso dia a dia nos reserva muito pouco disso

Alguns avisos sobra miséria, situação tá séria

Canto pro meu povo e não pra platéia

Overdose de atitude na classe média

Ou a dose certa para fazê-la enxergar um palmo além da matéria

Competência pra subir, sem pensar só em si

E deixar os outros na merda

É Japão tô puto, meu coração de luto

Não porque alguém morreu

Mas porque alguém nasceu e nunca viveu

Um ser humano como você e eu

Desprezado, desacreditado em tudo aquilo que pensa e faz

Condenado pelos ratos que rondam a não ter uma só noite de sono em paz

É demais… É demais…

Sem orgulho, sem respeito, sem saúde, sem paz (é demais!)

Ainda tô estranho, a cena foi um baque e tanto

Golpe duro aplicado, o pai desempregado

A mãe aos 33 derrame cerebral um lado paralisado

Meio de locomoção: Um carrinho de mão

Um dos filhos cego, erro médico irreversível

Dá pra imaginar?

Meu Deus!

Tudo junto numa só família

Será que existe situação pior?

Estraçalhados pela vida sem dó

Lá vão eles, não sei pra onde, não vivem, não moram, se escondem

Eles também são brasileiros, só que renegados por inteiro

Pra benefícios os últimos, pra se dar mal os primeiros

Não falam o português direito

Assinatura?

O polegar sem graça, sem jeito

Caneta pra quê?

Respeito, o quê?

Suas súplicas não surtem efeito, crime sem fiança

Olha a criança, cega sentada no meio fio

Podia ser seu filho!

É quase meio dia e o caneco ainda está vazio

Se você tem uma moeda você dá é claro, cuidado!

A decisão entre a maior ou menor valor não vem ao caso

Mas com certeza o sentimento do seu ato está sendo observado

Casas, casebres, barracos, vários considerados

Transporte precário, a qualquer horário buracos

Remendos no asfalto, becos mal iluminados

Bêbados jogados, convívio com o vício

Sangue frio de cara ou chapado, periferia é assim

Assim é o Riacho, quer mais motivos?

Falta incentivo, esse é o mundo que será herdado pelos nosso filhos

Eu tô legal, eu tô a pampa

Sigo os ensinamentos do seu Genésio e dona Sebastiana

Valeu pai!

Valeu mãe!

O telefone toca toda hora

Piauí, Ceará, Maranhão, brasilzão à fora

Caras que acreditam na proposta

«Dia-a-Dia da Periferia», milhares de cópias

O que os adversários vão dizer agora?

Já sei, dão um 10 porque não conhecem você

Chega de tolices!

O maior dos homens disse, é bom não esquecer:

«Felizes aqueles que não precisam ver para crer»

É Japão tô puto, meu coração de luto

Não porque alguém morreu, mas porque nasceu e nunca viveu

Um ser humano como você e eu

Desprezado, desacreditado em tudo aquilo que pensa e faz

Condenado pelos ratos que rondam a não ter uma só noite de sono em paz

Concordem comigo amigos, é demais!

Até quando.

Até quando.

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