Brasil Sem Educação - Face da morte, Flagrante

Brasil Sem Educação - Face da morte, Flagrante

  • Rok wydania: 1999
  • Język: portugalski
  • Czas trwania: 6:14

Poniżej tekst piosenki Brasil Sem Educação , wykonawca - Face da morte, Flagrante z tłumaczeniem

Tekst piosenki „ Brasil Sem Educação ”

Oryginalny tekst z tłumaczeniem

Brasil Sem Educação

Face da morte, Flagrante

Aí, Ministro da Educação

O futuro da nação vai á escola só pela refeição

Que ás vezes não tem o suficiente pra repetir o prato

Que ás vezes não tem um arroz com feijão pra comer no barraco

Aí bate o sinal da merenda

Aquele moleque com fome agradece ao Estado, nem ta ligado

Sonegação no imposto de renda

Aí eu pergunto quem defenderá essas crianças esperanças

Que não foi á escola por causa do frio ou da chuva

Que não tem caderno, lápis, sapato nem blusa

Dificilmente você entende o nosso lado

O lado forte, o lado pobre, ao mesmo tempo fraco

Seu filho agasalhado, bem nutrido

Com chofer até a porta do colégio particular

Será que você consegue avaliar a situação dessa criança

Carente, faminta, machucada por dentro

Fora desiludida e ás vezes até sem família

E não são poucas as crianças marginalizadas

E o pior usadas para manter seu conforto

Luxo, esbanjamento, eu não agüento

As crianças os seus direitos são privados

Por vocês seus burocratas

Aí ministro, Brasil ta sem educação ano 2000, que nada

É hora da virada

Aí, Ministro, sou porta voz desse povo faminto

Meu povo sofre, sofre, se lembre bem disso

Aí, Ministro, sou porta voz desse povo faminto

Se é que sou bandido, de educação eu preciso

Filhos de ricos, têm professores particulares

Laboratório de línguas, aulas de arte

Natação, ginástica e outros mais

Aquela porra torna recursos áudios-visuais

Freqüentam essas escolas modelos

E o pobre três dias na fila não acha vaga pro seu filho

Que desespero

O moleque pobre de baixa renda

Não tem professor, incentivo, merenda

Que dó, é preciso investir melhor

O recurso do imposto de renda entenda

Que não tem dinheiro não tem ensino digno então

E você ainda diz que investe muito na educação

Que sonega a educação nega o direito de viver

Pode crer que eu não sou bobo

Cadê as faculdades para o povo

Onde estão as promessas mostradas pela Globo

Faculdade pública devia ser pública

Na verdade é freqüentada por playboys sem necessidade

A vantagem é que vem de escola particular

Com dinheiro pra pagar curso do pré-vestibular

E morrer de overdose de tanto cheirar

Pro pobre o estudo é tudo

Pros ricos desgraçados é um processo sofisticado

De recursos, frutos da sociedade desigual

Origem de todo o mal

Aí Ministro, Brasil ano 2000 puta que o pariu

Eu não entendo mais nada, é hora da virada

Aí, Ministro, sou porta voz desse povo faminto

Meu povo sofre, sofre, se lembre bem disso

Aí, Ministro, sou porta voz desse povo faminto

Se é que sou bandido, de educação eu preciso

A escola é caduca, mal ensina, deseduca

Essa é a sina

Estamos sem beira nem beira

Á beira do ano 2000

Profissão de pobre é pegar em fuzil

9 milímetros, oitão ou então ser lixeiro

Gari, servente de pedreiro

Qualquer sem opção da linha de produção

Quando envelhece estraga, não serve mais pra nada

Não funciona como antes

Te mandam pro concerto no posto do INANPS

Com cento e trinta e seis reais de salário

Idoso, aposentado, inválido, ferrado

Mais um desempregado desgraçado como eu

Negar a educação é continuar com a escravidão

No Brasil sou mais um que foi oprimido

Com aquele salário de fome iludido

Preciso me alimentar pra poder estudar

Ou será que o Senhor Ministro da Fazenda

Arriscaria sobreviver um dia á base de merenda

Na sexta série do primeiro grau só aprendi o básico

Dos moleques que estudaram comigo poucos estão formados

A maioria desempregado, outros drogados

Alguns morreram, e outros angustiados se entregaram pro álcool

Eu aprendi na faculdade sou formado á base da verdade

Não inclua o meu diploma que consegui na escola da rua

Sou rapper de ideologia forte lutando pelo pobre

Enquanto minha voz não for calada

Aí Ministro Brasil ano 2000 que nada, é hora da virada

Aí, Ministro, sou porta voz desse povo faminto

Meu povo sofre, sofre, se lembre bem disso

Aí, Ministro, sou porta voz desse povo faminto

Se é que sou bandido, de educação eu preciso

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